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Gesiléa Teles de Anatel: Brasil é o país mais afetado por malware em TV Boxes Não Homologadas

Gesiléa Teles de Anatel

O Brasil enfrenta uma escalada alarmante no número de dispositivos infectados por malware “Bad Box 2.0”, que transforma TV Boxes piratas em ferramentas de crime cibernético, afirmou em coletiva de imprensa a Anatel. Segundo dados recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de aparelhos infectados passou de aproximadamente 340 mil entre fevereiro e maio de 2025 para mais de 1,5 milhão em julho – uma crise que coloca em risco a segurança digital de milhões de brasileiros.

Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 12 de agosto, o conselheiro Alexandre Freire da Anatel alertou para os perigos associados aos dispositivos não homologados, que muitas vezes vêm com softwares maliciosos pré-instalados ou instalados remotamente. O malware “Bad Box 2.0” consegue comprometer os dados dos usuários, além de transformar os aparelhos em pontos de retransmissão para atividades ilícitas, como fraudes financeiras, ataques DDoS e redes de crime organizado.

A ameaça tem alcance global, mas o Brasil é o mais impactado

Na coletiva os executivos da Agência reguladora explicaram que estão recebendo alertas de órgãos de segurança de todo o mundo, incluindo o FBI e centros de proteção cibernética na Irlanda e Portugal, já que o Brasil lidera a contagem de dispositivos infectados, com um crescimento exponencial na quantidade de TVs piratas contaminadas. A própria Google já entrou na justiça contra os responsáveis pelo desenvolvimento do “Bad Box 2.0”.

Entre os principais riscos do malware estão o roubo de credenciais, fraudes publicitárias, ataques de negação de serviço (DDoS) e a utilização dessas redes domésticas para atividades criminosas.

Conscientização e proteção são essenciais

A Anatel reforça que todo aparelho de telecomunicações comercializado no país deve passar pelo processo de homologação, garantindo sua segurança e conformidade com normas técnicas. Para proteger-se, os consumidores devem verificar a certificação de seus dispositivos no portal oficial da agência e evitar fontes não confiáveis ao baixar softwares ou atualizações, explicaram.

O conselheiro Alexandre Freire destacou o empenho da Anatel em fiscalizar e combater dispositivos irregulares, buscando um mercado digital mais seguro e transparente. A superintendente de Fiscalização, Gesiléa Teles, complementou afirmando que a atuação da agência vai além da fiscalização, buscando proteger os usuários contra fraudes, riscos cibernéticos e garantir uma concorrência justa.

Dicas de segurança da Anatel para os consumidores:
  • Utilizar somente dispositivos homologados pela Anatel;
  • Evitar fontes não confiáveis para baixar softwares e firmware;
  • Manter sistemas e programas sempre atualizados;
  • Desligar aparelhos que apresentem sinais de comprometimento.

A proteção contra esses perigos exige conscientização e cuidados básicos, especialmente ao adquirir dispositivos de origem desconhecida. A segurança digital de milhões de brasileiros depende de ações responsáveis tanto das empresas quanto dos usuários finais.

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