
O segundo dia da 8ª edição do +TV Fórum 2025, realizado em São Paulo, trouxe debates e entrevistas que exploraram estratégias de crescimento, parcerias inovadoras e a importância do conteúdo nacional para o mercado audiovisual brasileiro. Entre os destaques, executivos de grandes empresas discutiram convergência, bundles, streaming e tendências do setor.
O dia começou com uma entrevista ao CEO da Claro Rodrigo Marques, disse que a empresa baseia a sua estratégia em três pilares que são a da qualidade, do crescimento acelerado e rentabilidade sustentada, três pilares que caminham juntos, com foco “no desenvolvimento das pessoas da claro, com investimento no desenvolvimento e qualificação das pessoas”.
O produto de TV “é o coração da atividade da empresa, com foco em conteúdo, já não olhamos para TV como um produto, banda larga como outro produto, por isso focamos na transformação da entrega do conteúdo inovando na “geração de valor”com o conteúdo. E reafirmou que depois de anos de perda de receita, “temos sinais de crescimento, e o próximo ano será o ano aumento”, tudo ligado, “porque a TV faz parte da proposta” que se alinha com os interesses do consumidor com um superbundle com preço fixo.
Falando de teto na base de clientes, Marques disse que o alvo de crescimento “é que possamos facilitar a usabilidade, colocando em um lugar só todos os conteúdos” e falando de streaming “nossa oferta é muito benéfica em termos de modelo de negócio tornando o empacotamento com os streamings incluídos”.

Warner Bros. Discovery e Nubank
O segundo painel foi uma entrevista a Alessandra Pontes, VP de distribuição e parcerias da Warner Bros. Discovery e Felipe de la Rosa, marketing senior manager do Nubank, falando de parcerias e novos players de mercado.
Pontes disse que a indústria evoluiu de operadores tradicionais indo para o streaming mudando modelos e “com espaço de crescer porque chega apenas a 40%. Os operadores são nosso core, mas a entrada de novos players é uma oportunidade de negócio”.
Felipe de la Rosa disse que a parceria do banco com a HBO Max, a Nu Max, “está dentro de um serviço que coloca a plataforma dentro do pacote de benefícios” e explicou que a parceria vai muito além de colocá-los dentro do bundle, “porque estamos falando de fandom, que geram muita movimentação na cultura pop”.
Para Pontes este tipo de parcerias é “inovador”porque sai do tradicional, o que foi reforçado por Rosa que explicou “que a troca de informações entre os times do banco e da HBO Max”, dando destaque a promoção da série “The Less of Us”.
Em termos de limitação de mercado, Alessandra disse que a disputa é grande, com Redes Sociais e pirataria como “importantes” e o “poder de compra” porque, segundo ela, a despesa por conteúdo passa pelo acesso a internet e ao celular, e “nem sempre a plataformas de streaming”.

CazéTV com Teresa Penna
A entrevista com Teresa Penna, head de distribuição da CazéTV, mostrou a convergência, já que a uns anos o canal começou no Youtube e hoje é uma das maiores plataformas de streaming com incorporação em plataformas como a Prime Video, Samsung TV+, Disney+, entre outras. Segundo Teresa o ecossistema de transmissões esportivas mudou, e a LiveMode desde a sua criação em 2016 entendeu que era necessário ser um produto esportivo. Como novidade, anunciou que Copa do Mundo 2026, “teremos 100% dos jogos de forma gratuita na CazeTV”, uma copa maior com 40 dias e “estamos com esse desafio. Seguimos com um só feed e 100% gratuito. Durante 50 anos sempre foi transmitido pela TV aberta”, com um feed linear 24/7.
Teresa explicou que a CDN “fica por conta do parceiro”, porque a CazeTV se ocupa de enviar o feed, “essa preocupação fica pelos parceiros”. No nosso modelo de distribuição temos o Youtube e um “modelo de licenciamento para outras plataformas”.

