
A indústria do esporte está em plena transformação, impulsionada pela tecnologia, pelas novas plataformas de distribuição e por um público cada vez mais digital. Nesse cenário, a LiveSports, produtora brasileira criada em plena pandemia, se consolida como um ator-chave ao oferecer soluções de produção de conteúdo que combinam inovação, experiência e uma visão estratégica sobre o futuro do esporte. Conversamos com João Palomino, jornalista com longa trajetória na ESPN, sobre a origem e os objetivos da empresa.
Da ESPN à LiveSports: uma trajetória construída no conteúd
João Palomino iniciou sua carreira jornalística aos 14 anos, escrevendo para um jornal local em Taquaritinga, sua cidade natal. Depois de cursar jornalismo, trabalhou em veículos como Rede Manchete, TV Cultura e SBT, até ingressar na ESPN em 1995, onde permaneceu por mais de duas décadas. Nesse período, foi narrador, apresentador e cobriu seis Jogos Olímpicos e cinco Copas do Mundo. Em 2012 assumiu a vice-presidência de jornalismo e produção do canal, cargo que ocupou até 2019.
“Criamos a LiveSports em 2020 para ser uma produtora diferenciada, que pensa o conteúdo. E assim tem sido desde então”, afirma. A pandemia acelerou o consumo de conteúdos digitais e deixou evidente uma necessidade latente: “muitas federações, confederações e até mesmo esportes populares como o futebol brasileiro careciam de visibilidade e de monetização”.
“Isso só pode ser resolvido por meio do conteúdo, e como muitos não têm esse expertise, precisam de alguém que pense e produza. Foi aí que nasceu a LiveSports”, explicou Palomino.
Diferenciais técnicos e humanos
Um dos pilares estratégicos da LiveSports é sua parceria com a LineUp, empresa liderada por Nilson Fujisawa, que garante estar sempre na vanguarda tecnológica. “Encontramos soluções para entregar mais conteúdo, com qualidade e emoção”, comenta Palomino. Além disso, conta com uma equipe altamente experiente, acostumada a grandes coberturas, o que permite assumir qualquer desafio com criatividade e excelência.
Nos primeiros anos, a LiveSports precisou educar o mercado sobre a importância do conteúdo e como ele pode gerar receita. Hoje, muitas competições só encontram espaço de distribuição nas plataformas próprias das federações, tornando a produção audiovisual fundamental para sua sustentabilidade. “Já existe uma compreensão mais clara do propósito e dos modelos de negócio que o acompanham: venda direta ao consumidor, patrocínios ou ativações promocionais”, reforça João.
Embora a base de operações esteja no Brasil, a LiveSports oferece seus serviços em todo o mundo. Já teve experiências na África, no Japão e em Portugal, além de ter transmitido e recebido conteúdos de diferentes continentes. “Não há limites para nossa capacidade de produção baseada em inovação tecnológica. E isso nos orgulha muito”, destaca.
A LiveSports participa de eventos estratégicos do setor, como o IBC em Amsterdã, onde este ano será representada por seu parceiro tecnológico, a LineUp. Para o restante de 2025 e o próximo ano, a empresa já tem grandes desafios e projetos definidos.
Entre eles, destacam-se contratos com o Comitê Olímpico do Brasil, suporte técnico para a plataforma N Esportes, cobertura do Rally dos Sertões e uma nova parceria com o Acelerados para transmitir conteúdos relacionados à Fórmula 1. Além disso, Palomino antecipa que outros projetos importantes estão a caminho e serão anunciados em breve.


