
A NAB 2026 será um encontro importante para os integradores brasileiros já que a TV 3.0 está chegando e o burburinho do mercado é grande. De fato, a chegada da TV 3.0 marca um ponto de inflexão para o ecossistema audiovisual brasileiro. Mais do que uma evolução tecnológica, o novo padrão reposiciona a televisão aberta como uma plataforma híbrida, capaz de integrar transmissão linear, aplicações conectadas, interatividade e modelos avançados de personalização. Para a LineUp, integradora e fornecedora de soluções para o setor, o foco não está na competição com as OTTs, mas na convergência entre os mundos broadcast e digital.
“A TV 3.0 já nasce como uma plataforma híbrida, e isso ficou evidente tanto nos debates recentes do setor quanto em eventos internacionais como a NAB”, afirma Lilian Souza, Sales Manager da LineUp. “A grande oportunidade está na integração entre broadcast e OTTs, não na substituição de um modelo pelo outro.”
Segundo a executiva, a evolução da DTV+ permite combinar conteúdo linear com vídeo sob demanda, experiências de segunda tela e níveis mais sofisticados de interatividade. “Esse movimento conecta a televisão aberta ao universo do streaming, amplia o engajamento e cria novas formas de consumo”, destaca.
Escala e eficiência ganham protagonismo nos eventos ao vivo
Um dos principais diferenciais da TV 3.0 está na eficiência de distribuição, especialmente em grandes eventos ao vivo — um desafio crescente para as plataformas de streaming, explica Lilian e afirma que para a LineUp, o novo modelo reposiciona a TV aberta como a infraestrutura mais eficiente para audiências massivas.
“A proposta da TV 3.0 é clara ao reforçar a vocação do broadcast para distribuição em larga escala, algo crítico em eventos ao vivo”, explica Lilian. Com apoio de tecnologias de parceiros como Enensys, focada em transporte e entrega de sinais, e Harmonic, referência em codificação e playout, as emissoras podem se preparar para transmissões em UHD, com áudio imersivo e alta confiabilidade, mantendo a eficiência operacional, disse.
Esse cenário ganha ainda mais relevância com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, apontada como um catalisador para a adoção em escala nacional da TV 3.0. “Grandes eventos tendem a acelerar investimentos e decisões estratégicas”, reforça.
Experiência do usuário no centro da estratégia
A consolidação de ambientes híbridos, que unem TV linear, aplicativos e VOD em uma única interface, coloca a experiência do usuário como um dos pilares centrais da TV 3.0. Para a LineUp, a televisão aberta caminha para um modelo cada vez mais próximo do digital, mas sem perder sua identidade.
“O que vemos é a evolução da TV para interfaces mais ricas, com interatividade estruturada e personalização de conteúdo e publicidade”, afirma Lilian. Ela destaca que, diferente de muitos ambientes de streaming, a interatividade na TV 3.0 tende a ser mais organizada e integrada à jornada do espectador. “Isso evita a fragmentação da experiência, comum em outras plataformas.”
Nesse contexto, a DTV+ surge como elemento-chave para consolidar broadcast e aplicações digitais em um único ambiente. “O resultado é uma experiência mais fluida, consistente e intuitiva para o usuário, independentemente da plataforma ou dispositivo”, completa.
É nesse cenário que a LineUp se posiciona como integradora estratégica, conectando tecnologia internacional, expertise local e suporte técnico às emissoras. A atuação vai além da transmissão, alcançando também a produção de conteúdo. “Com parceiros como Sony, FOR-A e Solid State Logic, viabilizamos desde a captação até a entrega de conteúdo de alta qualidade”, conclui Lilian. “O objetivo é garantir uma transição consistente, sustentável e alinhada à realidade do mercado brasileiro rumo à TV 3.0.”


