
Uma emissora não se constrói apenas com tecnologia. No caso da TV Girassol, em Angola, foi preciso integrar infraestrutura, pessoas e conhecimento — em um projeto que colocou a LineUp diante de um dos maiores desafios da sua história.
O projeto começou com uma fase estratégica: a criação de um ambiente inicial para viabilizar a operação e formar equipes locais.
“A primeira etapa foi criar um laboratório, um ambiente embrionário para iniciar as atividades e treinar o pessoal local — tanto da parte operacional quanto de talentos”, explica Reyne Terada, engenheiro responsável pela supervisão do projeto.
Esse primeiro espaço, chamado de Lab, já reunia os elementos essenciais de uma operação broadcast, uma estrutura enxuta, mas completa, composta por:
– estúdio de TV
– sala de controle de estúdio
– central técnica
– Master Control Room (MCR)
– redação
– ilhas de edição
A LineUp foi responsável por todas as etapas: projeto, instalação e acompanhamento operacional. Foi também nesse momento que uma equipe brasileira foi enviada a Angola para apoiar o início das operações, o chamado “arranque” da emissora.
A estreia oficial aconteceu em novembro de 2022, em um momento que ampliaria imediatamente o alcance do canal. A TV Girassol entrou no ar junto com a Copa do Mundo do Catar.
“A gente viabilizou toda a parte técnica para que eles recebessem os sinais e pudessem fazer produção local com comentaristas, narração, tudo estruturado ali”, relembra Reyne.
O que poderia ser apenas uma transmissão tornou-se, na prática, a primeira grande prova de robustez da operação.
A consolidação do projeto aconteceu com a construção da Central Multiplataforma Girassol — a CMG. Um edifício concebido desde o início para ser uma operação de mídia integrada. E, neste caso, a expressão “do zero” não é figura de linguagem. A LineUp acompanhou a obra desde os alicerces.
“A gente participou desde o início, junto com a construtora, definindo necessidades civis, acústicas, elétricas e o layout de cada área técnica”, conta Reyne.
Cada decisão, do tamanho das salas à acústica dos estúdios, foi pensada para sustentar uma operação que hoje combina televisão, rádio e produção multiplataforma em um mesmo espaço.
O resultado é uma estrutura que vai além do esperado para uma emissora tradicional. Três estúdios de televisão convivem com três estúdios de rádio, salas de controle independentes e um auditório que se transforma em estúdio para programas ao vivo. Ao fundo, centrais técnicas dedicadas garantem a operação contínua, enquanto uma redação integrada organiza o fluxo de conteúdo.
Uma operação multiplataforma completa
Na prática, isso se traduz em uma das estruturas de mídia mais completas da região:
– 3 estúdios de televisão
– 3 estúdios de rádio
– 3 salas de controle (REGIE)
– 1 auditório (convertido em estúdio de TV)
– 2 centrais técnicas (TV e rádio)
– redação integrada (open space)
– estrutura preparada para contribuições externas e satélite
Além disso, a operação já está preparada para produções externas com unidades móveis.



