
A Claro utilizará o IBC 2026, e m Amsterdã, para apresentar ao mercado internacional os resultados da evolução do Claro TV+, plataforma desenvolvida com tecnologia própria para distribuição de conteúdo. Durante participação no +TV Fórum, que se realizou em São Paulo de 12 a 13 de agosto, Márcio Carvalho, CMO da Claro, afirmou que a recuperação da operação de TV e a retomada da base de clientes foram fatores determinantes para a nova fase do negócio e para a apresentação do case no principal evento global da indústria de mídia e tecnologia.
Carvalho disse na capital paulista que a empresa promoveu uma reorganização interna para dedicar atenção exclusiva ao segmento de vídeo em um momento de transformação do mercado. “O que a Claro fez foi lidar com aquele momento bem complexo que a gente estava vivendo em toda a parte dos negócios de vídeo e distribuição de TV e separar ela completamente do dia a dia para que a gente tivesse foco total na reinvenção do negócio”, afirmou. De acordo com o executivo, o trabalho resultou em uma plataforma que passou a ser reconhecida internacionalmente.
O executivo informou que a solução será apresentada durante o IBC 2026 que se realiza em Amsterdã em setembro próximo. “Vamos estar apresentando a solução Claro TV+, os super bundles e a associação com parceiros, uma oferta que tem ajudado a empresa a recuperar o terreno perdido”, disse. Segundo ele, a decisão de desenvolver uma tecnologia própria foi estratégica para garantir maior autonomia da operação. “A Claro teve a convicção de buscar desenvolver essa tecnologia própria dentro de casa e não entregar para soluções prontas. Isso nos deu muito mais controle da experiência, dos dados e da capacidade de aprender o que estava funcionando e o que não estava.”
Com a recuperação da operação, a área de TV voltou a ser incorporada à estratégia central de marketing e conectividade da companhia. Carvalho explicou que a empresa passou a trabalhar de forma integrada os serviços de banda larga, telefonia móvel, vídeo e demais ofertas digitais. “Hoje a Claro está muito focada em estabelecer uma cara única, focada em resolver problemas das pessoas, fazer elas se divertirem mais e fazer os negócios serem mais produtivos”, afirmou.
Ao comentar o posicionamento da televisão dentro do portfólio da operadora, Carvalho destacou que o conteúdo segue sendo um elemento central para a relação com os consumidores. “O conteúdo tem o apelo de estabelecer a conexão emocional das pessoas, que é fundamental”, disse. Segundo ele, a estratégia atual busca combinar conectividade e serviços digitais com diferentes modelos de distribuição de conteúdo. “A conectividade é um passo inicial, seja fixa ou móvel, e em cima dessa conectividade a gente pode vender muita coisa.”
O executivo também apontou que os avanços recentes foram resultado da aproximação entre distribuidores e programadores em busca de novos modelos de negócio. “O grande mérito da conversa com os parceiros de conteúdo foi saber o ponto de vista e achar o lugar onde dava para avançar”, afirmou. Para Carvalho, a indústria ainda enfrenta desafios relacionados à monetização, rentabilidade e adaptação ao ambiente digital, mas o reposicionamento do Claro TV+ permitiu que a operação voltasse a crescer e recuperasse relevância dentro da estratégia da companhia.
Além da evolução comercial da plataforma, Carvalho destacou o componente tecnológico do projeto. Segundo ele, a decisão de desenvolver uma arquitetura própria permitiu à Claro ampliar o controle sobre a experiência do usuário e sobre a utilização dos dados gerados pela operação. O executivo observou que a convergência entre redes fixas e móveis, somada à distribuição baseada em streaming, está reduzindo as diferenças entre os modelos tradicionais de consumo de vídeo dentro e fora de casa. “Está cada vez mais difícil separar a experiência de casa e fora de casa”, afirmou. Para Carvalho, a conectividade 5G e a expansão das plataformas digitais ampliam as possibilidades de distribuição e personalização dos serviços, permitindo que os consumidores acessem conteúdo em diferentes dispositivos e contextos de uso.



