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Carolina Duca de Globo: A fim de abril teremos duas estações de TV 3.0 funcionando no Rio de Janeiro

Carolina Duca da Globo

A Globo se prepara para dar o pontapé de partida da implantação da TV 3.0, novo padrão de televisão digital no Brasil, e anunciou que prepara duas LightHouses (pequenas estações) para começar a transmitir no fim de abril a partir da torre do Sumaré e a Penha no Rio de Janeiro. 

As estações fazem parte das comemorações da Globo dos 60 anos no ar. A primeira terá um transmissor de 3 kW e a segunda de 1KW, ambos compatíveis com a norma, tendo incorporadas a tecnologia Mimo, IDTx, junto com antenas MIMO de 300 MHz. O anúncio foi feito por Carolina Duca, Gerente Sênior de Tecnologia da Globo, durante um keynote realizado pela executiva no SET Sudeste 2025, que se realizou no Rio de Janeiro.

Duca destacou na apresentação, intitulada «TV 3.0, o futuro já começou», os avanços da indústria na construção do novo padrão televisivo e a importância de 2025 para a implementação da tecnologia. Segundo a executiva, a transição para a TV 3.0 envolve a incorporação de atributos digitais à televisão, deixando de ser apenas um projeto tecnológico. O planejamento prevê que, até a Copa do Mundo de 2026, duas estações comerciais estejam operando no Rio de Janeiro e em São Paulo. Um marco importante será a implementação da Lighthouse Globo, que permitirá a transmissão de um sinal de RF em teste, validando o stack completo de tecnologia.

 “A ideia é pôr no ar uma programação especial no fim de abril, o mês que vem, com um centro exibidor que terá várias coisas novas que vamos incluir”, e afirmou que em 2025 a emissora começou a testar um modelo “criando um core na nuvem que começamos a utilizar com os elementos que devem ter na rede, que são os elementos básicos” que “usam todos os elementos de um ambiente de streaming para um mundo broadcast”.

Carolina revelou que uma programação especial será lançada no final de abril, utilizando um centro exibidor com novas funcionalidades. Ela explicou que em 2024, foi proposto um modelo de core de rede baseado na nuvem para processar e distribuir sinais das afiliadas, e este ano iniciaram os testes deste modelo e que as estações terão como requisitos técnicos principais a tecnologia ATSC 3.0 com MIMO, TxID e LDM na camada física, vídeo (VVC-H.266) com LCEVC, HDR e áudio MPEG-H na parte de hardware, e no software: “na camada aplicação o DTV Play 3.0; transporte Route/Dash; EWS ATSC 3.0 AEA e no captions IMSC1”.

Esquema de Lighthouse TV 3.0 da Globo apresentado por Carolina Duca no SET Sudeste
TV 3.0

A TV 3.0 combina elementos de um ambiente de streaming com o broadcast tradicional, garantindo flexibilidade e eficiência. A especialista também abordou desafios técnicos, como a adequação da modulação, a operação do áudio MPEG-H na nuvem e a resiliência do sistema. Além disso, destacou a importância da manipulação do manifesto e a instalação de transmissores compatíveis com a norma no Rio de Janeiro, com antenas MIMO de 300 MHz. Um dos principais desafios mencionados foi a orquestração da rede, essencial para tornar a infraestrutura mais dinâmica e adaptável.

Durante sua apresentação, Duca mencionou uma viagem à Ásia para avaliar a prontidão do ecossistema de recepção. Uma inovação promissora é a antena indoor MIMO, que ainda precisa ser testada. Além disso, um set-top-box capaz de receber sinais DTV+ já está disponível, mas carece de um frontend adequado para garantir uma experiência completa.

Outro ponto relevante foi a segmentação geográfica dos transmissores, que permitirá criar experiências personalizadas para diferentes regiões, rompendo paradigmas do modelo atual. A executiva também enfatizou a necessidade de uma nova abordagem para a produção e distribuição de conteúdo, com a adoção de um Experience Management System (EMS), visando personalizar a experiência do usuário e aprimorar métricas de consumo.

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