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Daniela Souza de AD Digital: Mídia passa por reorganização e amplia uso de IA

A indústria de mídia e entretenimento vive um momento de reorganização estrutural, marcado pela fragmentação da audiência, mudanças nos hábitos de consumo e revisão dos modelos tradicionais de distribuição e monetização, afirma Daniela Souza, CEO da AD Digital.

Na coluna Palavra do ExpertSET, a conselheira da SET afirma que embora o cenário seja frequentemente associado à queda de receitas e à pressão competitiva de plataformas globais, executivos e empresas do setor têm descrito o período como uma redistribuição de valor, impulsionada por novas tecnologias, formatos e arranjos de negócios. “A indústria de mídia e entretenimento não está diante apenas de um ciclo de crise. Ela está, sobretudo, diante de um ciclo de redistribuição de valor”.

Segundo, ela “o barco balança, sim. Às vezes parece até que entrou água. Mas seguimos todos no mesmo barco e ele continua em movimento. Talvez o desafio não seja lamentar tanto o mar revolto, e sim aprender a navegar melhor”.

Para Daniela, a demanda por conteúdo segue presente, mas distribuída entre múltiplas plataformas e telas. TV aberta, Pay TV, streaming, redes sociais, canais FAST, podcasts, games e experiências ao vivo compõem hoje um ecossistema no qual o conteúdo circula de forma descentralizada, exigindo estratégias multiplataforma de presença, distribuição e monetização.

Nesse contexto, o conteúdo passa a ser tratado como um ativo estratégico, com potencial de reutilização e desdobramento em diferentes formatos, canais e modelos comerciais. “O conteúdo continua sendo o ativo central. Mas agora ele precisa operar como sistema”, afirma na coluna da SET e explica que a lógica de operação evolui gradualmente da centralidade em grades e canais para arquiteturas mais flexíveis, baseadas em portfólios de ativos editoriais.

TV 3.0, novos modelos e reorganização do setor

Paralelamente à adoção de tecnologia, o setor de mídia revisa seus modelos de negócios. O crescimento de ambientes como CTV, streaming, FAST Channels e iniciativas como o DTV+ (TV 3.0) amplia as possibilidades de distribuição, mensuração e segmentação, ao mesmo tempo em que pressiona empresas a diversificar fontes de receita.

“A ascensão da CTV, com os serviços de streamings, YoutTube e dos FAST Channels, por exemplo, não é apenas uma nova avenida de distribuição. Bem como a chegada do DTV+ (TV 3.0). É um movimento que reposiciona a TV em novos termos: mais segmentação, mais mensuração, mais flexibilidade comercial e maior integração entre conteúdo e publicidade. A televisão não desapareceu. Ela está sendo reempacotada para outra lógica de consumo e de negócio”, pontua na coluna.

IA avança para processos organizacionais

Por outro lado, a AD Digital anunciou o lançamento da Nina, agente de inteligência artificial desenvolvida para atuar no time de Gente e Gestão da empresa. A iniciativa integra um conjunto de ações internas com uso de IA, iniciado no final de 2024, voltado ao letramento tecnológico e à aplicação prática da inteligência artificial nos processos organizacionais.

“Entre as várias iniciativas internas com uso de IA que temos desenvolvido em nosso processo de letramento desde o final de 2024, hoje apresentamos a nossa colaboradora sintética, Nina”, afirmou Daniela Souza.

De acordo com a executiva, a implementação da agente foi conduzida com foco em transparência sobre os limites e a evolução da tecnologia. “Uma das nossas maiores preocupações era sermos muito transparentes sobre esse desafio e entendermos que ela irá evoluir em maturidade ao longo do tempo”, disse.

A Nina foi desenvolvida para apoiar o dia a dia da área, organizando informações, respondendo dúvidas e contribuindo para a simplificação de processos internos. Segundo Daniela Souza, o comportamento da agente foi pensado considerando um processo gradual de aprendizado. “Como todo jovem profissional no início da carreira, ela cometerá erros, apresentará suas vulnerabilidades e aprenderá com esse processo”, afirmou.

Outro ponto destacado foi a definição da identidade da agente de IA. “Outro ponto que também nos mobilizou bastante foi a construção da sua personalidade. Como definir isso em um recurso sintético?”, comentou a CEO. Segundo ela, a proposta é que a Nina evolua a partir das interações com os colaboradores e da cultura organizacional da empresa.

O projeto envolveu os times de Gente e Gestão, Marketing e Tecnologia. Daniela Souza destacou o trabalho conjunto entre as áreas. “Parabéns aos times de Gente e Gestão, Marketing e Tecnologia. Estou muito orgulhosa desse trabalho em equipe”, concluiu.

Segundo a AD Digital, o lançamento da Nina faz parte de uma estratégia mais ampla de uso da inteligência artificial como apoio aos processos internos, mantendo o foco nas pessoas e na organização do trabalho.

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