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Felipe Andrade de CIS Group aponta automação como caminho para escalar produção audiovisual com eficiência

Felipe Andrade de CIS Group

A indústria audiovisual vive uma transformação acelerada — e, para Felipe Andrade, VP de Vendas da CIS Group, a automação deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade estratégica. O tema foi destaque durante sua participação na SET Regional Centro-Oeste, que se realizou recentemente em Brasília, onde discutiu os desafios e caminhos para aumentar a escala de produção sem elevar custos.

Andrade disse que “a produção audiovisual vive um momento de expansão. De um lado, a demanda por conteúdo nunca foi tão grande”. Ao mesmo tempo, ele destaca a limitação estrutural das organizações: “poucas empresas estão em posição de aumentar equipes ou realizar grandes investimentos em infraestrutura técnica”.

Essa pressão tem relação direta com a transformação do papel das emissoras, explica o executivo da CIS Gropu e aponta que “esse cenário também reflete uma mudança estrutural no próprio papel das emissoras. Muitas organizações deixaram de operar apenas como canais de TV tradicionais e passaram a funcionar como verdadeiras media houses, produzindo conteúdo simultaneamente para broadcast, digital, streaming e redes sociais”.

Com isso, reflexiona Andrade, a lógica da produção também mudou. “A produção deixou de ser linear. Hoje o mesmo conteúdo precisa existir em vários formatos e circular em diferentes plataformas ao mesmo tempo”, o que amplia significativamente a complexidade dos fluxos operacionais.

Diante desse contexto, o executivo afirma que a automação volta ao centro das decisões tecnológicas. No entanto, com uma nova abordagem. Andrade relembra que, no passado, essas soluções eram restritas: “Durante muitos anos, soluções de automação foram desenvolvidas principalmente para grandes ambientes de estúdio”, com alto custo e dependência de hardware, o que dificultava sua adoção em estruturas menores.

E reforça que o foco está na eficiência. “Automação precisa ser vista principalmente como uma forma de melhorar eficiência operacional”. Na prática, isso impacta diretamente a operação: “Em uma produção de estúdio tradicional, é comum encontrar cinco profissionais dentro da sala de controle. Com plataformas modernas de automação, parte desse fluxo pode ser centralizada”.

Além de que a simplificação operacional, disse Andrade, permite ganhos claros de escala. “Quando os workflows se tornam mais previsíveis e organizados, muitas empresas passam a conseguir produzir mais conteúdo dentro do mesmo dia ou da mesma semana, utilizando essencialmente a mesma infraestrutura”.

Ao olhar para o futuro, Andrade reforça o papel estratégico da automação. “A indústria de mídia continuará enfrentando um cenário em que produzir mais conteúdo será uma exigência constante”. Nesse contexto, segundo ele, “automação deixa de ser apenas uma decisão tecnológica e passa a fazer parte da estratégia operacional das organizações”.

A discussão apresentada na SET Regional Centro-Oeste deve continuar ao longo do ano, incluindo eventos como a NAB Show 2026, onde o tema segue como um dos principais focos do setor, finaliza Andrade.

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