
Durante o painel, «Convergência 5G: Prepare-se para a Infraestrutura IP e a Evolução das Redes de Comunicação», realizado no Rio de Janeiro, no dia 20 de março de 2025, no SET Sudeste, Felipe Rodrigues, Especialista Pré-Vendas da Sony Professional Brasil, explicou como foi que a Globo realizou a transmissão do Carnaval 2025, diretamente do Sambódromo do Rio de Janeiro – uma das principais transmissões da emissora no ano – aproveitando a evolução das redes de comunicação que permitiram a criação de uma rede 5G privativa no local.
Rodrigues compartilhou na capital fluminense a sua visão sobre a convergência 5G e a evolução das redes, destacando a importância da orquestração de recursos em todo o fluxo de produção — desde a captação até a edição e o transporte de vídeo. Ele apresentou a solução «Networked Live» e suas aplicações A2P e M2L, com controle via a plataforma VideoPath.

O executivo também abordou a transferência de mídia com ultra baixa latência, destacando o uso do codec Sony HEVC no NXL-ME80. Como exemplo prático, citou a cobertura do Carnaval 2025, realizada pela Globo com essa tecnologia: «Trabalhamos com a operação de vídeo entregando dois sinais ao operador, incluindo Tally, o que permitiu que uma câmera remota sem cabos tivesse praticamente todos os recursos de uma câmera de estúdio com cabeamento».
Rodrigues explicou que o futuro da produção audiovisual passa pelo uso de soluções como o VideoPath porque permite o controle integrado de redes LAN e ONE, além do monitoramento inteligente que possibilita gerenciar a rede e a conectividade 5G com priorização de banda (5G Bitrate Control). «Em um projeto multicâmera, a prioridade sempre será da câmera que estiver no ar, garantindo a qualidade da transmissão».
O VideoIPath Orchestrate, disse Rodrigues, tem entre as suas funcionalidades a possibilidade de ser usada em combinação com as operações de broadcast ou de forma independente. “Ela gerencia serviços de vídeo, áudio e dados de ponta a ponta em qualquer infraestrutura IP. Os nós de mídia são gerenciados usando NMOS ou APIs específicas de fornecedores, enquanto os fluxos são roteados pela infraestrutura IP subjacente usando SDN (ou alternativamente IGMP/PIM)”.