Fernando Magalhães da Claro: A pirataria é um problema do ecossistema audiovisual brasileiro

No PayTV Fórum 2021 no painel, “Pirataria: a pandemia sem fim”, Fernando Magalhães, diretor de Programação e Conteúdo da Claro Brasil, disse que este é um problema que está em todo o ecossistema audiovisual brasileiro. “Precisamos montar uma máquina para piorar a experiência do pirata, e para isso é avançar para o bloqueio regular e frequente das transmissões ilegais. Precisamos conseguir implementar um processo rápido e diminuir a experiência desses 30 milhões de usuários piratas”.

Segundo o executivo, “hoje talvez tenhamos mais assinantes de TV pirata que de TV tradicional, motivo pelo qual a pirataria é o nosso maior concorrente”, e isto afeta todos, porque “um assinante que vê um jogo futebol não pagando faz que seja muito difícil competir, porque o pirata não paga impostos, não ajuda aos clubes nem a liga, não ajuda as Confederações”.

Magalhães acha que “a pirataria é o nosso maior concorrente”, tanto que “na ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) da que sou parte ocupa grandes espaços de tempo. Temos discutido em todas as reuniões. As telcos estamos na ponta final desse bloqueio administrativo, porque ficar recolhendo milhões de receptores piratas em campo, condenar YouTube, bloquear IP e URL e DNS com autorização judicial são ações importantes, mas não suficientes, porque jogamos gelo e não resolvemos”.

Para o executivo até que não seja permitido o bloqueio regular e frequente dos sinais piratas. “podemos ter um processo intermediário onde a Ancine faça uma recomendação para o Ministério Público, mas se conseguirmos implementar um processo entre Anatel, Ancine e nós telcos para poder fazer esse corte, isso vai melhorar muito a velocidade do processo e aí, vamos conseguir piorar a experiência do cliente do pirata e diminuir o impacto da indústria e ajudar a pagar o custo de conteúdo”.

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