
A Sky, controlada pelo Grupo Werthein, apresentou no +TV Fórum sua estratégia de expansão para os mercados de conectividade, streaming e televisão por assinatura, destacando o papel da TVRO no crescimento da base de clientes e a consolidação de novos negócios de banda larga e serviços móveis. Durante o evento, Gustavo Fonseca, presidente da Sky, detalhou a reorganização das operações da companhia e os resultados observados durante a Copa do Mundo.
Fonseca explicou que o grupo concentrou seus negócios de telecomunicações sob a estrutura da Zaas, reunindo operações de banda larga, serviços móveis, televisão e streaming. A estratégia prevê a ampliação da atuação no mercado de provedores de internet (ISPs), mantendo a Sky como marca voltada ao segmento de vídeo. “A Sky tomou uma decisão desde a aquisição da Zaas (empresa de fibra) de usar a marca Zaas como a nossa marca de conectividade fixa”, afirmou.
O executivo afirmou que a oferta de streaming continuará sendo parte importante da estratégia da companhia. “O streaming é a melhor maneira hoje de chegar para o cliente que é digital”, disse. Fonseca destacou ainda que o desempenho do serviço foi impulsionado pela Copa do Mundo e que a demanda por alternativas de distribuição aumentou em razão das preocupações dos consumidores com latência, qualidade de transmissão e pirataria.
Ao abordar os resultados do período, Fonseca afirmou que a busca por transmissões mais estáveis impulsionou a procura por diferentes plataformas de recepção de sinal. “Vendemos muito TVRO no Brasil e, na América Latina, streaming, para evitar problemas de latência e pirataria”, declarou. Segundo ele, o torneio evidenciou a relevância de soluções capazes de entregar conteúdo ao vivo sem atrasos e interrupções.
A TVRO foi apontada como um dos principais fatores para a recuperação da operação de televisão da empresa. “Em parte, a recuperação se deve a isso; colocamos nossa marca na nova antena parabólica e, atualmente, o crescimento dos serviços pré-pagos está impulsionando as vendas”, afirmou. Fonseca observou que a adoção da parabólica digital em Banda Ku ampliou a presença da companhia em localidades do interior do país e contribuiu para a expansão da base de clientes. “Hoje disparado a maior fonte de novos clientes pré-pagos para a Sky é a partir da nova parabólica”, acrescentou.
O executivo também destacou o potencial das parcerias com provedores regionais de internet para a distribuição de conteúdo audiovisual. Segundo ele, a necessidade de diferenciação dos ISPs cria oportunidades para a integração de serviços de vídeo às ofertas de conectividade. “Claramente os ISPs estão em um momento em que precisam se diferenciar. Nesse sentido, a oferta de conteúdo é superimportante”, disse.
Ao comentar a evolução do mercado, Fonseca avaliou que o avanço das plataformas digitais modificou a relação entre distribuidores e programadores. “A relação entre os distribuidores e os produtores melhorou muito e, ironicamente, também porque os programadores, ao saírem para fazer a distribuição, aprenderam coisas que só quem estava na distribuição conhecia”, afirmou. Para o executivo, as transformações recentes têm aproximado diferentes agentes da cadeia audiovisual, que passaram a compartilhar desafios relacionados à aquisição de clientes, distribuição e monetização de conteúdo.



