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Technetix otimiza infraestruturas de banda larga nas Américas com foco em rOLT e redes híbridas

A empresa aposta na integração de redes HFC e fibra óptica, utilizando equipamentos de acesso profundo para reduzir custos de engenharia civil e acelerar implementações de serviços 10G PON.

A Technetix está direcionando sua estratégia tecnológica no mercado de telecomunicações das Américas para a otimização de infraestruturas híbridas de banda larga. Em um cenário no qual provedores de serviços e operadoras enfrentam a pressão contínua por maior capacidade de transmissão e menor latência, a empresa concentra seus desenvolvimentos em três eixos técnicos operacionais: terminais de linha óptica remotos (rOLT), passivos de fibra óptica e sistemas avançados de energia. O objetivo central dessa arquitetura é permitir que os operadores expandam suas redes 10G PON e arquiteturas FTTx de maneira economicamente escalável, ao mesmo tempo em que modernizam as infraestruturas HFC (Hybrid Fiber-Coaxial) já instaladas, sem a necessidade de reconstruções massivas.

Abordagem híbrida e regionalização de rede

A transição das redes de banda larga não ocorre de forma uniforme em todos os mercados, o que exige a adoção de arquiteturas modulares e adaptáveis. Nos Estados Unidos, a implementação de tecnologias da Technetix acompanha as atualizações em grande escala das redes HFC para o espectro de 1.8 GHz — preparando o terreno para o DOCSIS 4.0 — e o avanço da Arquitetura de Acesso Distribuído (DAA). Nesse ecossistema, a empresa provê sobreposições de fibra utilizando seus nós rOLT, que possuem a capacidade de extrair energia diretamente da planta CATV (televisão a cabo) existente. Essa integração permite cobrir lacunas de sinal, realizar extensões em áreas rurais e aumentar a capacidade de tráfego sem a exigência de construir novas infraestruturas de alimentação elétrica.

Na América Latina, por sua vez, a dinâmica do mercado impõe outras prioridades. A estratégia regional das operadoras foca na expansão ágil e de baixo custo da fibra óptica para o acesso profundo. Neste contexto, o rOLT é empregado como a tecnologia primária para o atendimento de zonas rurais e suburbanas distribuídas, além de condomínios residenciais (MDUs) e campi universitários. Essa combinação tecnológica, que respeita a realidade de cada região, suporta uma migração de rede gradual, permitindo a redução do CapEx (despesas de capital) e o reaproveitamento de ativos valiosos já operacionais nas plantas das empresas de telecomunicações.

Acesso profundo e redução de obras civis

O componente central dessa estratégia de acesso capilarizado é a plataforma rOLT desenvolvida pela Technetix. Projetado para suportar as intempéries operacionais no campo e operando de forma descentralizada, o equipamento é compacto e dispensa o uso de gabinetes de rua tradicionais. Esse design endurecido elimina grande parte das obras de engenharia civil associadas à expansão de redes ópticas — tradicionalmente um dos maiores gargalos financeiros e logísticos para os provedores —, acelerando o tempo de ativação (time-to-service) em localidades de difícil acesso.

Para complementar a infraestrutura de linha óptica remota, a empresa também fornece uma linha abrangente de passivos de fibra. O portfólio inclui splitters ópticos de alta densidade e terminais de acesso multiportas, além de produtos de conectividade projetados para simplificar a topologia e a construção da rede óptica externa (outside plant), tornando o processo de implementação FTTx mais rápido e padronizado.

Eficiência energética nas bordas da rede

O aumento na densidade de equipamentos ativos nas bordas da rede, impulsionado pelo DAA e pelo rOLT, traz consigo o desafio crítico do consumo energético e da dissipação térmica. Para mitigar esse impacto operacional, a Technetix desenvolveu abordagens fundamentadas em alimentação DC (corrente contínua). Essas soluções de energia foram desenhadas para operar com alta eficiência, suportando de forma robusta tanto a planta HFC tradicional quanto os novos equipamentos de fibra, mesmo em ambientes fisicamente hostis. A adoção dessa arquitetura de energia pode reduzir o consumo geral das redes em até 30%, refletindo diretamente na queda do OpEx (despesas operacionais) e auxiliando as operadoras em suas metas de sustentabilidade corporativa.

A visão da Technetix para o mercado afasta-se de modelos de aplicação universais, priorizando um desenvolvimento pragmático e conduzido pelas necessidades práticas dos operadores. A companhia entende que a capacidade de entregar plataformas sem a exigência de gabinetes e com baixo consumo de energia é um diferencial técnico que as ofertas tradicionais de OLT centralizadas frequentemente não conseguem igualar. Combinando alianças estreitas com operadoras nas Américas e um suporte regional especializado, os próximos passos da empresa apontam para a consolidação de um menor custo total de propriedade (TCO) para seus clientes, garantindo maior flexibilidade de implantação e uma evolução de rede mais eficiente e direcionada frente às opções puras de fibra ou HFC convencional.

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