TV Unesp: A inteligência Artificial na entrega de conteúdo personalizado é minha grande aposta para o futuro das emissoras de tv aberta

Francisco Machado Filho de TV Unesp

A pandemia foi um desafio enorme para as emissoras brasileiras, sobretudo às universitárias, como é o caso da TV Unesp, emissora pública de canal aberto da cidade de Bauru no interior de São Paulo. Para o seu diretor, o Prof. Francisco Machado Filho a crise sanitária início uma nova televisão que agora sim será convergente com a internet, mas esse é um processo lento. “Uma real convergência ou integração com a internet não se constrói em seis meses, levará tempo, mas é um processo que se iniciou na pandemia e não tem volta. Contudo, já é possível perceber, principalmente no telejornalismo, que uma nova linguagem de televisão está se desenvolvendo a partir do uso das ferramentas de conexão e entrega de conteúdo que a internet permite”.

Para Machado, “os benefícios imediatos  não são outros se não econômicos. Porém, um outro fator muito importante foi também acelerado pela pandemia: as fusões entre plataformas ou entre emissoras de TV aberta e gigantes do entretenimento. Muito em breve acredito que a comunicação no Brasil irá ter players internacionais ainda mais participativos nas emissoras de televisão aberta”.

 Em termos de trabalho remoto, a emissora continua com a crise, e porque segundo o diretor da TV Unesp, “se provou economicamente promissor para emissoras, principalmente emissoras regionais. Por certo ele será menor do que o imposto pela pandemia, mas irá permanecer no dia a dia das emissoras. O interessante é que todas as tecnologias para o trabalho remoto e para os conteúdos integrados com a internet já existiam bem antes da pandemia. A pandemia forçou a quebra de paradigmas nas emissoras abertas e também preparou a audiência para receber os novos formatos de programa, pois ela, a audiência, também utiliza das mesmas ferramentas de conexão”. 

A TV Unesp, disse Machado, tem entre seus objetivos de investimento o IP e 4K. “Estamos fazendo o levantamento dos equipamentos e custo necessário para adequar-nos a estes novos padrões”. Ainda, explicou que se pudesse viajar a NAB iria buscar ou pesquisar “soluções em IA. A inteligência Artificial na entrega de conteúdo personalizado é minha grande aposta para o futuro das emissoras de televisão aberta”. 

Para 2021, o professor esperava um grande debate para que a emissoras tivessem melhores condições de se manterem economicamente, mas disse, “infelizmente a pandemia também interferiu nesta questão. Estava previsto pelo Governo Federal audiências públicas para se discutir um novo marco da Radiodifusão no país. Contudo, este debate não ocorreu ainda. Mas, é certamente necessário e se não for feito, o Brasil poderá perder seus status frente a outros mercados latino-americanos”.

Isso em um ano que foi  de aprendizado e de quebra de paradigmas. “Um ano que será lembrado como o início de uma nova TV, não só no Brasil. Esta é uma característica da pandemia, ela igualou os problemas e desafios e nos dá a impressão que começamos uma corrida com todos com as mesmas ferramentas. Como será a corrida e quem irá vencer, só o tempo dirá”.

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