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Warner Bros. Discovery fortalece alianças e aposta em produções locais para expandir sua presença no Brasil

Alessandra Pontes, VP de Distribuição e Parcerias e Mônica Pimentel, VP de Conteúdo da WBD Brasi

Warner Bros. Discovery (WBD) reforça sua atuação no Brasil com uma estratégia dupla: parcerias estratégicas para ampliar a distribuição de seus conteúdos e investimentos robustos em produções locais que ressoem com o público brasileiro. A empresa, que vem se consolidando como uma das líderes no setor audiovisual, aposta na sinergia entre Pay TV e streaming, além de um forte portfólio de conteúdo original nacional.

Segundo Alessandra Pontes, VP de Distribuição e Parcerias da WBD, o objetivo da companhia é construir um ecossistema de distribuição sólido na região. “Acreditamos firmemente no modelo colaborativo e trabalhamos ativamente com operadoras e empresas de diversos setores para ampliar o acesso aos nossos conteúdos”, destaca.

Um exemplo de sucesso é a parceria com o Nubank, que permite aos clientes dos planos Nubank+ e Ultravioleta acessarem o HBO Max sem custo adicional. A iniciativa viabilizou ações integradas de alto impacto, como a instalação de um dragão de 16 metros na sede do banco para promover A Casa do Dragão, e a campanha com Matt LeBlanc para Friends, que alcançou milhões de visualizações. “Essas ações não só fortalecem a marca, mas também democratizam o acesso ao entretenimento de qualidade”, completa Alessandra.

Outro modelo que tem ganhado força é o bundle com parceiros como a ClaroTV+, que integra HBO Max com canais lineares e outras plataformas. “Esse formato de hard bundle tem se mostrado bem-sucedido e já está sendo replicado em outras regiões”, explica. A executiva ressalta que a empresa busca constantemente novas oportunidades com operadoras, bancos, varejistas e marketplaces, visando estar presente em todos os pontos de contato com o consumidor.

Por sua vez, Mônica Pimentel, VP de Conteúdo da WBD Brasil, reforça a importância do país para a companhia. “O Brasil é absolutamente estratégico para nós, tanto pelo potencial de crescimento quanto pela riqueza na produção original”, afirma. Atualmente, a WBD conta com mais de 60 projetos em diferentes fases de desenvolvimento, com foco em oferecer conteúdo relevante, diverso e emocionalmente potente.

O grande destaque recente é Beleza Fatal, primeira novela original da plataforma, que se tornou o título local mais assistido no HBO Max Brasil desde seu lançamento. “Seu sucesso mostrou que há um espaço importante para o melodrama no universo do streaming”, diz Mônica. Com isso, já está em produção Dona Beja, prevista para o primeiro trimestre de 2026.

A agenda de lançamentos da companhia é intensa. Em ficção, destacam-se Ângela Diniz: Assassinada e Condenada, baseada em um caso real que reacendeu o debate sobre feminicídio no país; Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente, com estreia marcada para 31 de agosto e passagem pelo Berlinale Series Market; e Véspera, adaptação do best-seller de Carla Madeira.

No campo da não ficção, a plataforma lançou O Assassinato do Ator Rafael Miguel e trabalha em documentários como Adriane Galisteu, Unfamiliar, Crimes no Trianon e a segunda temporada de Sobre Essa Pele. Na linha de realities, estão em destaque Missão Faxina e uma nova temporada de Bake Off Brasil – Mão na Massa, em coprodução com o SBT.

Durante o +TV FORUM, Mônica Pimentel participará às 15h do Painel 5 – Conteúdo nacional no centro das estratégias, debatendo a presença e o impacto do conteúdo brasileiro nas novas formas de distribuição de TV e streaming, ao lado de representantes do Curta!, Globo e Claro.

Mais cedo, às 11h45, André Gramorelli, VP de Vendas Publicitárias da WBD, será um dos painelistas do Painel 4 – Os novos modelos e novos negócios da TV, que discutirá caminhos para monetização de novos conteúdos e bibliotecas no contexto das mudanças de consumo e publicidade.

“Nosso objetivo vai além da participação de mercado. Queremos liderar com inovação, curadoria e uma visão clara do que realmente importa ao público”, finaliza Mônica. Para a WBD, o Brasil é não apenas um mercado-chave, mas também um dos pilares criativos da operação na América Latina.

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