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Wender Almeida de Souza da Abratel: As entidades devem participar dos estudos de regulamentação técnica da TV 3.0

Wender Almeida de Souza da Abratel

A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) liderada por Márcio Novaes, reconhecido executivo da Record, tem trabalhado junto ao Fórum SBTVD e a SET no processo de desenvolvimento do novo padrão de TV digital, a TV 3.0. Nesse contexto, no último SET Sudeste, realizado no dia 20 de março, no Rio de Janeiro, Wender Almeida de Souza, assessor técnico de engenharia da Abratel e Representante da Regional Centro-Oeste da SET, disse que a entidade considera crucial que o governo considere a possibilidade das entidades “participar dos estudos de regulamentação técnica para TV 3.0”, e explicou que a participação é importante porque seria a forma de que “o setor tenha a oportunidade de participar do processo desde o início”, para ajudar no processo e aportar a sua experiência na área.

Souza disse na capital fluminense durante o primeiro evento regional da SET de 2025, que espera que sejam realizados testes em São Paulo e Brasília, como está previsto, com estações experimentais trabalhando ainda em 2025, porque elas serão fundamentais no processo.  “Sabemos que São Paulo está muito bem encaminhado”, com os canais 7 e 8 definidos. 

Referindo-se a Capital Federal (DF) onde a Abratel está sediada, afirmou que ainda faltam dados sobre a estação que será montada, mas que está confiante. Ele disse que é importante que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tenha publicado em janeiro último a Resolução 772/2025, que aprova o Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de Frequências no Brasil (PDFF). Entre os destaques da Resolução, está a atribuição de partes da faixa de 300 MHz para os serviços de radiodifusão. “Consideramos que a Faixa 300 MHz vai fomentar o uso da nova faixa e a indústria”.

Com respeito a estação experimental de Brasília, o Representante da Regional Centro-Oeste da SET disse que para a Abratel, a nova estação deve ser instalada na Torre de TV “Analógica” atual da Capital Federal “porque precisamos fazer testes com parâmetros, mas que esses testes devem ser visíveis” e as instituições de Brasília devem ter acesso a nova tecnologia. Ele deu ainda uma ideia de como deveria ser a antena que estaria na Torre de TV no canal 13, com TX: 500 W, uma antena: 7 dBd; HCI: 178 m; Azul: 67 dBuV/m; Laranja: 72 dBuV/m”.

Finalmente insistiu em que no decreto deve estar consignada a proeminência da TV aberta nas TVs conectadas porque o que está em jogo é a «disputa por espaço e pelo negócio».

O que é TV 3.0?

A TV 3.0 é um novo padrão que vai revolucionar a TV aberta, com integração completa dos canais com a internet. Não haverá mais canais, mas apenas aplicativos nos aparelhos. A migração será gradativa, com início das grandes capitais, explica o MCom.

Segundo o Ministério, a navegação será mais interativa e inovadora, pois passará a ser feita apenas por aplicativos, abandonando o atual sistema por números. Isso permitirá que os canais ofereçam, além do que já é transmitido ao vivo por sinal aberto, conteúdos adicionais sob demanda, que podem ser uma série, um jogo, um programa. 

“A qualidade da imagem irá, no mínimo, quadruplicar. O padrão atual, que é na TV Digital com Full HD, passará para 4k ou até 8k. Mais informações por espaço, melhorando a cor e a nitidez. O contraste também vai ser aprimorado, por meio de tecnologias de HDR (High Dynamic Range). Com som imersivo, o telespectador terá a sensação de estar no ambiente que está sendo assistido”, explica o MCom

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