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| Daily Report - Edição Nro 3 |
Agosto 13, 2025 |
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Brasil consolida liderança na convergência audiovisual da América Latina
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Durante a realização do +TV FORUM, apresentamos uma nova edição da Prensariozone.com voltada para o mercado brasileiro — um mercado que mantém sua posição de liderança na convergência da indústria audiovisual na América Latina, com um ecossistema sólido, diverso e em constante evolução. A força do mercado brasileiro se reflete em uma TV aberta ainda protagonista, em um universo OTT em expansão, em redes de conectividade cada vez mais amplas e em uma capacidade de produção audiovisual única no mundo -- que atende tanto à demanda local como a internacional. Soma-se a isso uma malha digital impulsionada por mais de 20 mil ISPs, o avanço do 5G, a chegada da DTV + (TV 3.0) -- conduzida pelos principais players -- e uma aposta permanente na inovação. |
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Produção audiovisual de ponta e streaming
O ecossistema audiovisual brasileiro segue em ritmo de crescimento. Segundo dados recentes da Ancine, em 2024 foram registradas 39.441 obras, com São Paulo liderando como principal pólo de produção (30%), seguido pelo Rio de Janeiro (15%) e Ceará (7%). Mais de 60% dos conteúdos foram realizados por produtoras independentes, evidenciando uma indústria descentralizada, marcada pela presença de novos talentos. Outros estados como Paraná (12%), Santa Catarina (10%) e Rio Grande do Sul (7%) também ganham destaque na produção nacional.
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Frederico de Siqueira Filho, Ministro das Comunicações |
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O Brasil conta atualmente com 60 plataformas OTT ativas, segundo o Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), incluindo modelos por assinatura (42), gratuitos (31) e transacionais (13), com um catálogo estimado de 91 mil títulos. As produções brasileiras representam 26% dos filmes e 18% das séries disponíveis, com forte presença de obras independentes (72%), e documentários (44%). Embora a circulação ainda seja limitada -- e que dois terços dos 4.712 títulos nacionais estão presentes em apenas uma ou duas plataformas --, há sinais consistentes de crescimento.
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Plataformas como Globoplay, Vivo Play e Claro TV+ concentram o maior volume de conteúdo local, sendo que o Globoplay é o único entre os cinco serviços mais populares a ultrapassar 25% de conteúdo brasileiro. Nesse cenário, a Netflix anunciou em 2024 dez novas produções originais no país, incluindo séries, filmes, realities e documentários, com filmagens previstas até o fim do ano.
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Alex Braga Muniz, diretor-presidente da ANCINE |
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Manuel Baigorri, Presidente de ANATEL |
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Em relação às preferências do público, o Prime Video lidera o ranking das plataformas de streaming com 22% de participação, seguido por Netflix (21%), Disney+ (16%), Max (12%), Globoplay (10%), Apple TV+ (7%), Paramount+ (5%), Mubi (3%) e outros serviços (4%), segundo o JustWatch. Embora os dados reflitam o comportamento de mais de 4 milhões de usuários da plataforma -- e não dados oficiais de consumo --, eles ajudam a mapear tendências claras em um dos mercados mais dinâmicos da região. Os números mostram que o Prime Video supera a Netflix, o que pode fazer sentido considerando que atualmente transmite conteúdos exclusivos ao vivo, como partidas do Brasileirão e da Copa do Brasil.
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Paulo Marinho, Presidente da Globo |
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Louise Faleiros, Country Manager da Prime Video Brasil
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TV aberta e chegada da TV 3.0 até a Copa de 2026
Um dos avanços tecnológicos mais importantes do setor é a chegada da DTV+ (TV 3.0). Em abril, a TV Globo inaugurou as suas duas primeiras light house (estações experimentais) no Rio de Janeiro, iniciando as transmissões experimentais. Essa nova geração da TV aberta permitirá transmissões em 4K e 8K, áudio imersivo, personalização e interatividade, com recursos como câmeras múltiplas, enquetes e compras na tela. O lançamento comercial está previsto para 2026, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, com cobertura nacional estimada até 2035.Como sempre, trazemos análises exclusivas, relatórios de mercado com dados atualizados, rankings de banda larga, TV por assinatura, AVOD, além do panorama regulatório sob a ótica da Anatel.
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José Félix, presidente da Claro Brasil |
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TV por assinatura em queda
A TV por assinatura segue em retração, dos 9,54 milhões em maio de 2024, passamos ter uma base de 6,86 milhões de assinantes em maio de 2025, segundo dados oficiais da Anatel. A Claro lidera o mercado com 56,4% de participação, seguida pela SKY (29,7%) e pela Vivo (9,6%). Em relação às tecnologias utilizadas, o satélite representa 46,1% dos acessos, o cabo 40,7% e a fibra óptica 13,1%. Mesmo em retração, o serviço segue presente em muitos lares brasileiros.
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5G, fibra e ISPs como motor do ecossistema digital
O país alcançou 52,7 milhões de acessos à banda larga fixa, com densidade de 24,8 acessos por 100 habitantes. A fibra óptica representa 77,8% das conexões, seguida pelo cabo coaxial (15,9%). O 5G já cobre 62,98% da população, apoiado em uma infraestrutura robusta que inclui mais de 20 mil provedores regionais (ISPs), que atuam como aliados estratégicos das operadoras e plataformas de conteúdo.
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Gustavo Fonseca da Sky Brasil |
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De acordo com a Anatel, em maio de 2025 o país contabiliza 348,3 milhões de contratos ativos de telecomunicações, incluindo telefonia móvel, fixa, TV paga e banda larga. A agência vem promovendo políticas como o “Origem Verificada” para ligações, o combate às TV Boxes ilegais e o uso do Índice ISEG de Cibersegurança, atualmente em 0,71.
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Pirataria, um desafio em escala nacional
A pirataria digital segue como um dos grandes desafios do setor. De acordo com a ABTA, as TV Boxes ilegais estão presentes em seis milhões de lares brasileiros, gerando perdas de cerca de US$ 2 bilhões por ano. Quatro em cada dez internautas no país consomem conteúdo pirata, gerando impacto econômico superior a R$ 12 bilhões por ano e evasão fiscal de aproximadamente R$ 6,9 bilhões.
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Como resposta, Ancine, ABTA e Anatel implementaram um sistema automatizado para o bloqueio de serviços ilegais, com a suspensão inicial de 130 domínios e 208 IPs. O comprometimento de atores públicos e privados com o combate ao crime digital vem crescendo. Recentemente, a justiça brasileira, em conjunto com a organização Aliança, condenou uma rede que oferecia streaming ilegal a mais de cinco mil clientes, com faturamento superior a R$ 4,4 milhões.
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Oscar Simões de Oliveira da ABTA |
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