
A Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU) pretende utilizar o SET EXPO 2026 como espaço de debate sobre o papel das emissoras universitárias no processo de transformação da televisão brasileira. Para a entidade, o avanço da DTV+ marca uma nova etapa para a radiodifusão nacional, ampliando as possibilidades de integração entre televisão aberta e serviços digitais.
Para o presidente da ABTU e diretor da TV Unesp, Prof. Francisco Machado Filho, a edição de 2026 ocorre em um momento relevante para o setor. “A DTV+ deixa de ser apenas uma perspectiva tecnológica e começa a se tornar uma realidade. Para a ABTU, o evento é uma oportunidade importante para acompanhar essas mudanças, conhecer soluções, trocar experiências e, principalmente, discutir como esse novo ambiente pode incorporar a diversidade que caracteriza a televisão brasileira”, afirmou.
A participação da entidade no evento terá como foco aproximar as televisões universitárias das transformações em curso na indústria de mídia e radiodifusão. De acordo com Machado Filho, as universidades possuem capacidade relevante de produção audiovisual, pesquisa, inovação e formação profissional, mas precisam estar inseridas nas discussões sobre a nova arquitetura da televisão digital. “As universidades brasileiras possuem capacidade de produção audiovisual, pesquisa, inovação e formação profissional, e acreditamos que elas precisam participar ativamente da construção dessa nova televisão”, destacou. O dirigente também ressaltou a importância de uma atualização regulatória para atender às necessidades das emissoras universitárias. “É necessário termos uma legislação atual e adequada à realidade das emissoras”, acrescentou.
Ao avaliar o início das transmissões de DTV+ em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, o presidente da ABTU classificou o momento como uma etapa de transição para a indústria. Segundo ele, os impactos da nova plataforma vão além da evolução da qualidade técnica dos sinais de áudio e vídeo. “A DTV+ aproxima definitivamente a radiodifusão do ambiente da internet e abre possibilidades de interatividade, personalização, novos serviços e novas formas de distribuição e consumo de conteúdo”, afirmou. Machado Filho também chamou atenção para os resultados observados nos testes realizados com a nova tecnologia. “Os testes têm demonstrado que o grande interesse da população está nos serviços e conteúdos disponibilizados no aplicativo da plataforma comum de comunicação pública”, observou.
Para a entidade, a ampliação dos recursos de interatividade e conectividade pode criar novas oportunidades para a oferta de serviços públicos por meio da radiodifusão. Ao mesmo tempo, a ABTU defende que a incorporação dessas tecnologias alcance também emissoras públicas, universitárias, educativas e comunitárias. “A tecnologia pode ampliar possibilidades, mas precisamos construir condições para que ela também amplie a diversidade do sistema brasileiro de televisão”, ressaltou Machado Filho.
Ao projetar o futuro da televisão, a ABTU avalia que o setor caminhará para um ambiente cada vez mais integrado entre diferentes plataformas de distribuição audiovisual. “A fronteira entre televisão aberta, streaming, redes sociais e outras formas de distribuição audiovisual tende a ficar cada vez menos perceptível para o público”, afirmou o dirigente. Nesse contexto, a entidade defende que a evolução tecnológica seja acompanhada pela valorização da comunicação pública, da produção regional e da diversidade de conteúdos. “A DTV+ nos oferece uma oportunidade de pensar uma televisão tecnologicamente avançada, mas também mais plural, acessível e representativa da sociedade brasileira. Esse é o futuro que a ABTU pretende ajudar a construir”, concluiu Machado Filho.



