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Da padronização à escala: por que a colaboração será decisiva para o sucesso da TV 3.0 no Brasil

Com o padrão da TV 3.0 já definido e os primeiros passos rumo à implementação no Brasil, a discussão da indústria deixa de estar centrada nas especificações técnicas e passa a focar em um desafio ainda maior: como transformar essa nova geração da televisão em uma plataforma escalável, acessível e economicamente viável para fabricantes, radiodifusores e consumidores.

Para Amy Cleary, Managing Director da DTVKit, o momento representa uma oportunidade estratégica para todo o ecossistema. Segundo ela, a TV 3.0 traz uma plataforma preparada para o futuro, com experiências audiovisuais aprimoradas, integração entre broadcast e banda larga e uma arquitetura capaz de sustentar novas inovações. Ao mesmo tempo, sua implementação exige um elevado esforço de engenharia para garantir conformidade com os novos padrões e integração entre diferentes tecnologias.

“A TV 3.0 representa uma oportunidade significativa para radiodifusores, fabricantes e provedores de tecnologia”, afirma Cleary. “No entanto, ela também introduz uma complexidade técnica considerável. Implementar suporte aos novos padrões, garantir conformidade e integrar múltiplas tecnologias requer um investimento importante em desenvolvimento.”

Nesse contexto, a executiva acredita que a colaboração entre os diferentes atores da indústria será fundamental para acelerar a adoção da nova plataforma.

Desenvolvimento colaborativo para acelerar a adoção

Segundo Cleary, “A TV 3.0 introduz requisitos técnicos importantes, muitos deles comuns a todos os fabricantes de dispositivos. Se cada empresa resolver esses mesmos desafios de forma independente, os custos de desenvolvimento aumentam e um valioso esforço de engenharia é duplicado”, explica.

Para a executiva, o desenvolvimento colaborativo oferece um caminho mais eficiente. “Compartilhando o desenvolvimento e a manutenção do software básico baseado em padrões, os fabricantes podem reduzir custos, encurtar o time-to-market e concentrar seus recursos na criação de funcionalidades que realmente diferenciem seus produtos.”

Ela destaca que esse modelo faz parte da filosofia da DTVKit desde sua fundação. “Essa abordagem colaborativa tem sido a base do modelo da DTVKit nos últimos 13 anos. Começamos com DVB, evoluímos para ATSC 1.0 e agora avançamos para o ATSC 3.0. Nossos membros trabalham juntos no desenvolvimento e manutenção de uma plataforma compartilhada de software que acompanha a evolução das necessidades da indústria de televisão.”

Os resultados desse modelo já podem ser medidos em escala global. Segundo Cleary, “hoje, mais de 200 milhões de dispositivos em todo o mundo utilizam software da DTVKit, demonstrando a escala e o sucesso dessa abordagem colaborativa”, ressalta.

Preparando o ecossistema da TV 3.0

A empresa informa que já iniciou o desenvolvimento de sua pilha principal de tecnologias para ATSC, oferecendo aos fabricantes uma base sólida para os futuros projetos de TV 3.0 no mercado brasileiro.

“A DTVKit já está dando os primeiros passos nessa jornada por meio do desenvolvimento de seu stack principal para ATSC, proporcionando aos fabricantes uma vantagem inicial enquanto se preparam para as implementações da TV 3.0.”

Embora reconheça que o ecossistema brasileiro continuará evoluindo ao longo dos próximos anos, Cleary afirma que o objetivo permanece claro.

“Nosso propósito é oferecer uma solução completa para TV 3.0, livre de royalties, baseada em padrões internacionais, capaz de reduzir custos de desenvolvimento, simplificar a implementação e viabilizar dispositivos acessíveis e totalmente compatíveis em larga escala.”

Ela conclui destacando que a redução da complexidade tecnológica permitirá que os fabricantes concentrem seus investimentos na inovação. “Ao reduzir o esforço necessário para desenvolver as tecnologias fundamentais, os fabricantes podem direcionar seus recursos para levar ao mercado produtos diferenciados com muito mais rapidez.”

Para a DTVKit, a próxima etapa da evolução da televisão brasileira dependerá não apenas da qualidade do novo padrão tecnológico, mas principalmente da capacidade da indústria de trabalhar de forma colaborativa para tornar a TV 3.0 uma realidade em escala.

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