
Começou nesta quarta-feira, 12 de agosto, no WTC Events Center em São Paulo, a oitava edição do +TV Forum 2026. O encontro de dois dias reúne executivos de operadoras de TV por assinatura, plataformas de streaming, programadoras, emissoras, fornecedores de tecnologia e órgãos reguladores para discutir as transformações no mercado de distribuição de conteúdos audiovisuais. A relevância do evento concentra-se na necessidade da indústria em alinhar suas operações e infraestruturas à transição e à convergência entre os formatos lineares tradicionais e o ambiente sob demanda.
Em seu oitavo ano, o fórum ampliou o escopo de sua agenda para refletir diretamente as mudanças estruturais que estão redefinindo a cadeia de valor do setor. A pauta central aborda os desafios operacionais e as oportunidades de receita gerados pela integração entre a televisão tradicional e as plataformas OTT (Over-The-Top). Os debates foram estruturados para mapear a evolução dos hábitos de consumo e como esses novos comportamentos exigem ajustes nas arquiteturas de distribuição de vídeo.

Outro ponto focal da programação é a busca por novos modelos de negócios. O evento propõe análises sobre as tecnologias emergentes voltadas para a distribuição multiplataforma e as dinâmicas de monetização de conteúdo em um mercado fragmentado. Em paralelo, a pirataria compõe um dos eixos críticos de discussão, avaliando seu impacto na infraestrutura das redes e na rentabilidade dos detentores de direitos e distribuidores.
Para traçar um panorama realista do atual cenário dos serviços de vídeo, o encontro mobiliza representantes das principais empresas de telecomunicações e mídia com atuação no mercado brasileiro. A agenda do primeiro dia destaca a participação de executivos que lideram essas estratégias operacionais, incluindo Fernando Ramos e Ranira Camelo, da Globo; Márcio Carvalho, da operadora Claro; Gustavo Fonseca, representando a Sky; Adriana Naves, da plataforma Roku; e Fabio Alencar, da operadora de satélites SES.


O último painel da manhã do primeiro dia do +TV Fórum, que se realiza em São Paulo, “Inovação nos modelos de TV: quando tudo muda, mas parece igual” reuniu Guilherme Ravache, Adriana Naves, da Roku, Fernando Magalhães, da Claro, Aline Jabbour, da Samsung TV Plus, e Ranira Camelo, da Globo, para discutir o avanço da TV conectada, dos canais FAST, dos modelos de agregação de serviços e das novas dinâmicas de distribuição e monetização de conteúdo.
Nele, Ranira Camelo, gerente sênior de parcerias estratégicas da Globo, afirmou que a proeminência dos conteúdos será um elemento central para o futuro da TV 3.0, especialmente pela possibilidade de ampliar a interação com o público e a publicidade direcionada.
A executiva informou que mais de 70% do consumo do Globoplay corresponde a canais lineares e que, em 2025, a plataforma registrou média diária de 2h30 de uso por usuário, à frente de YouTube e Netflix. Segundo ela, a Globo também ampliou os investimentos em canais lineares, incluindo o lançamento do canal GE Fast.

O primeiro painel da tarde do +TV Fórum, debateu um tema importante referido à conectividade. “Da banda larga ao 5G: a TV na disputa da conectividade”, teve a participação de Alessandro Andrade, da Claro, Sérgio Ribeiro, da Sky, João Marcelo Silva, da Watch, José Carlos Rocha, da Vero, Bruno Diehl, da Nio, e Daniel Rocha, da Vivo. O debate abordou o papel estratégico dos serviços de vídeo nos pacotes de conectividade fixa e móvel, incluindo temas relacionados à retenção de assinantes, receitas e integração entre telecomunicações e entretenimento.
O representante da Vivo afirmou que o mercado brasileiro mudou, “com parceiros novos, como por exemplo a entrada do Youtube na plataforma, com uma nova tendência de entrega de serviços de IA que o mercado está buscando. Hoje temos quase 5 milhões de clientes de banda larga com assinaturas de streaming atreladas ao serviço”. Por outro lado, Alessandre Andrade da Claro, ele disse que “hoje concorremos com o tempo. A TV hoje é conteúdo,” e esses conteúdos têm de ter serviços que o cliente use nos tempos que deseje utilizar. “Nosso objetivo é a democratização da entrega do conteúdo para nossos clientes”. Finalmente, Sérgio Ribeiro disse que o maior problema é a pirataria com um mercado de 5,3 bilhões de dólares em 2025.




